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domingo, 7 de junho de 2009


Pra que descrição, se a imagem já diz tudo?!


Quando meu mundo desabou eu percebi o quão forte sou, mas percebi também, que aqui ainda bate um coração e que não tem força nenhuma que suporte tanta dor.


Com os olhos sempre molhados me pego a perguntar, qual a graça de cruzar meu olhar no teu se não posso te tocar?

Ainda não consegui entender porque me deram tanta liberdade, se após cada vôo meu, me deparo com os braços teus.

Já não sei se preciso de tanto ar, porque eu desaprendi a respirar.

A cidade está em festa, mas não posso fazer parte desta, porque meus sorrisos foram roubados.

Queria parar de produzir tanta saliva, porque não aguento a dor que ela me faz sentir, sempre que passa rasgando em minha garganta.

Estou com a cabeça baixa, o olhar no infinito, o pensamento lá atrás e um presente pintado com execesso de nada.

quarta-feira, 3 de junho de 2009


Às vezes eu sigo caminhando pela rua. É o mesmo que andar no vazio é o mesmo que pisar no que não existe. Ao invés de andar, flutuamos. Não por estar em transe de felicidade, mas sim, porque não existe chão, não existe alicerce, o tudo desabou.


Quando ligo o rádio, na música que toca, ninguém canta, todos foram silenciados. A melodia é semelhante a cantos de amor, mas eles se foram, ninguém mais cantou. Todos perderam coragem de falar do que vem do coração.


Na rua observo que sorriem, o sorriso é grande, alto e logo se propaga. Quando espero um pouco mais, ele logo se desfaz, a cabeça do sorridente fica baixa, e ele olha pro mundo sem ter um olhar fixo, sem ter em quem se concentrar. Sorrisos de conveniência, sorrisos momentâneos, sorrisos que vêm e vão.



Tiraram-nos as flores, deixaram-nos os espinhos. Levaram-nos os jardins, trouxeram-nos os secos campos.


Eles e elas parecem que estão de luto, o guarda-roupa colorido de outrora, deu espaço às peças escuras e sombrias. Eles não se vestem de alegria, todos, se fantasiam de senhores da escuridão.


A luz do mundo foi apagada então.


domingo, 31 de maio de 2009


Se eu chorar que seja de alegria. Se eu cair que seja em minha cama. Se eu tropeçar, que seja no homem da minha vida. Se eu morrer, que seja de cócegas. Se eu esquecer, que seja dos problemas. Se eu amassar, que seja uma conta paga. Se eu pecar, que seja por amar demais. Se eu me sujar, que seja com sorvete. Se eu rasgar, que seja a matéria já estudada. Se eu mentir, que seja para ficar mais tempo perto do meu amor. Se eu viver, que seja por muito tempo.

sábado, 30 de maio de 2009


Ganhei um pincel, e ele é mágico. Onde tem preto, ele deixa branco. Onde tem tristeza, ele leva felicidade. Onde tem morte, ele leva a vida. Onde tem briga, ele acalma com a paz. Quando tem gente desesperada ele acalenta com amor. Onde tem palavras duras, ele fala com leveza ao coração. Quem pede emprego, ele pincela com oportunidade. Quando a fome está gritando, um prato de comida, ele desenha. Se a saudade é grande, ele pinta de proximidade quem está separado. Se o coração está cheio de angústia, ele traz o alívio. Quando ele ver Louise, ele pinta a alegria.


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Verde-limão - pink - azul celeste - amarelo sol - vermelho = meu arco-íris!

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Encare seus problemas com seu pincel mágico e deixe a vida mais colorida! É um bom começo!

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Vontade: Sumir e me achar no Arraiá de Medicina, hoje em Natal. Cansada de festa em Mossoró, cansada do mesmo povo, cansada das mesmas atrações e mais cansada ainda de ficar em casa, apenas vendo meus 20 e poucos anos passar!

sexta-feira, 29 de maio de 2009


Seu.

ando meio bobo tropeçando em objetos, errando coisas simples. Ando meio voador fazendo viagens constantes até você. Me pego dormindo, estando acordado. Sorrindo, olhando uma barra de chocolate, falando sozinho com o espelho. Briguei com meu amigo invisível pq ele se diz está apaixonado por você, atendi o telefone do trabalho dizendo:Oi amor!?


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Texto extraido de um blog.

Data da publicação: 17/01/07

É só nostalgia.

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Tentei pela última vez. Mas foi tudo em vão. Engoli o choro. Segurei no braço dos fortes. E olhei pra frente. Com um passo de cada vez, eu vou subindo a escada que me botará para cima outra vez.